Culturas

Sandra Vieira Jürgens assume a gestão da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A escolha é de Pedro Adão e Silva

13 maio 2022 11:10

A historiadora de arte foi a escolhida pelo novo ministro da Cultura para substituir David Santos, que pediu para deixar o cargo e voltou de forma polémica para o Museu do Neo Realismo, em Vila Franca de Xira

13 maio 2022 11:10

"A historiadora de arte Sandra Vieira Jürgens foi designada curadora da colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) por resolução de Conselho de Ministros, com efeitos a partir do próximo dia 23 de maio", avançou esta quinta-feira um comunicado emitido pelo Ministério da Cultura.

Sandra Vieira Jürgens substitui no cargo David Santos, que pediu em abril para ser exonerado, tendo a seguir assumido a direção do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, em conflito com Raquel Henriques da Silva, em funções até então.

Em 2019 e 2020, Sandra Vieira Jürgens coordenou a Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea, criada em 2019 e foi a responsável pelo programa anual de aquisição nesta área.

Nascida em Lisboa em 1969, Sandra Vieira Jürgens é curadora, professora universitária e investigadora do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na qual se licenciou em História de Arte e concluiu uma pós-graduação em História de Arte Contemporânea.

Além disso, tem também uma pós-graduação em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e é doutorada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

No comunicado, o Ministério da Cultura recorda que Sandra Vieira Jürgens "integrou o júri de alguns dos mais destacados prémios nacionais de arte contemporânea, foi consultora editorial da ARTE LISBOA - Feira de Arte Contemporânea e coordenou a comunicação nacional e internacional das representações oficiais portuguesas na Bienal de Veneza e na Bienal de São Paulo, nas áreas da arte e da arquitetura (2008-2010), na Direção-Geral das Artes".

Criada nos anos 1970 com o objetivo de se converter numa coleção representativa da produção artística nacional, a então "Coleção SEC" realizou várias aquisições, mas acabou ficou paralisada durante cerca de duas décadas. Estas compras foram retomadas há três anos, através da criação de comissões para identificar obras de artistas contemporâneos.

Na CACE estão representados alguns dos mais importantes artistas portugueses, como Julião Sarmento, Artur Bual, Júlio Pomar, Maria Keil, Ilda David, Júlio Resende, Helena Almeida, Noronha da Costa, José Guimarães, Abel Manta ou Nikias Skapinakis.