A Revista do Expresso

Graça Freitas, no adeus à DGS: “Senti agressão, mas senti mais ausência de defesa”

14 janeiro 2023 23:01

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotojornalista

Graça Freitas fotografada pelo Expresso em janeiro de 2023

tiago miranda

Rosto do combate à pandemia, a diretora-geral da Saúde terminou a sua missão. Garante nunca ter recebido ordens sobre o que dizer e tudo o que disse foi a ciência que ditou. “Atacada”, ninguém a amparou

14 janeiro 2023 23:01

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotojornalista

V ai ter pena de deixar os móveis antigos do seu gabinete, “que alguém vai empilhar no armazém”, e a equipa da Direção-Geral da Saúde, a quem está “grata para o resto da vida”. Aos 65 anos, Graça Freitas quer recuperar a vida que lhe foi roubada pela pandemia nos últimos três anos. Resistiu à exposição mediática e à falta de apoio dos pares pela “preocupação social”. Afirma que tinha “linhas vermelhas técnicas” em que nunca cedeu. “No íntimo, senti dores que não transmiti” e “algumas vitórias”.

Sai quando termina a comissão de serviço como diretora-geral da Saúde. Ficou cinco anos e podia ficar outros cinco. Porque não continua?

Fiz 65 anos e quero fazer outras coisas na vida. Os últimos três anos foram de tal forma intensos do ponto de vista profissional que não tive uma vida social, familiar e de relação normal. Essa foi a razão para me reformar o mais cedo possível. Este é o momento perfeito, em que todos os astros se conjugaram para que terminasse este ciclo, de 42 anos, a trabalhar em exclusividade para o sector público.