A Revista do Expresso

Vem aí a nova vida da Champions

7 agosto 2022 21:30

Luís Francisco

david ramos/pool/afp via getty images

A Champions vai ter um novo figurino a partir da temporada 2023/24, com a primeira fase a ser disputada em formato de liga. É a resposta ao sonho de uma Superliga protagonizado por alguns dos maiores clubes europeus e entretanto “congelado”. Mas significa também um aumento das receitas, porque é sempre de dinheiro que se trata

7 agosto 2022 21:30

Luís Francisco

A edição inaugural da então chamada Taça dos Clubes Campeões Europeus foi disputada por 16 equipas e começou a 4 de setembro de 1955 com um empate a três golos entre o Sporting (que não tinha sido campeão mas fora convidado pela UEFA para disputar a prova) e o Partizan. No Estádio Nacional, o português João Baptista Martins marcou o primeiro golo da história da competição, conquistada nessa temporada pelo Real Madrid, na final de Paris, frente ao Stade de Reims. A equipa liderada por Alfredo Di Stéfano disputou sete partidas antes de erguer a taça.

Na temporada 2023/24, o vencedor terá de fazer, no mínimo, 15 jogos, oito numa primeira fase em formato de liga, seis em eliminatórias e ainda a final. A Liga dos Campeões vai voltar a crescer. Gerando ainda maior receita, claro. A UEFA decidiu que passam a ser 36, em vez de 32, as equipas envolvidas na primeira fase da prova, que deixa de ser disputada em grupos e passa a assumir um figurino de liga — cada emblema disputará oito partidas, e a classificação final define quem segue para as rondas a eliminar. Não é a primeira alteração do formato competitivo nem das regras de acesso na maior competição de clubes do mundo. Pelo contrário, elas têm surgido com alguma regularidade, principalmente desde a temporada 1992-93, quando a prova passou a ter a denominação atual. Mas esta mudança surge num momento particularmente sensível, com alguns clubes europeus a insistirem na ideia de se criar uma Superliga fechada.