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Teixeira dos Santos: “Qualquer tentativa de ingerência" no Banco de Portugal "seria injustificável”

Teixeira dos Santos: “Qualquer tentativa de ingerência" no Banco de Portugal "seria injustificável”

“Qualquer tentativa de ingerência" no trabalho dos reguladores "seria injustificável”, disse o ex-ministro das Finanças dos governos liderados por José Sócrates em entrevista ao DN e à TSF

Fernando Teixeira dos Santos elogiou a coragem de Carlos Costa, antigo governador do Banco de Portugal, na forma como afrontou Ricardo Salgado, antigo líder do Banco Espírito Santo (BES), no seu trabalho de supervisão. E defendeu que “qualquer tentativa de ingerência" no trabalho dos reguladores "seria injustificável”.

Carlos Costa “foi muito corajoso” ao lidar com o colapso do grupo BES, disse o ex-ministro das Finanças dos governos liderados por José Sócrates em entrevista ao “Diário de Notícias” e à TSF, publicada esta sexta-feira, 18 de novembro: “Acho que ele e a instituição que ele representava tiveram muita coragem para afrontar alguém como Ricardo Salgado, uma pessoa com poder financeiro e com influência. Ele teve essa ousadia e, no meu entender, acho que isso é um sinal de determinação da entidade de supervisão perante um grande banco", considerou.

E defendeu o antigo governador das acusações de inação: “Acho que não foi tanto uma questão de falha de supervisão (…), as entidades de supervisão não são um Big Brother que esteja a acompanhar e a ver tudo aquilo que as entidades e os seus decisores fazem. Portanto, o esconder e até o falsear informação é sempre possível”.

Sobre a polémica do livro “O Governador”, do jornalista Luís Rosa, no qual Carlos Costa acusa o primeiro-ministro, António Costa, de pressões ao Banco de Portugal em prol de um tratamento mais leniente a Isabel dos Santos, à altura dona do Banco Bic, Teixeira dos Santos - que esteve presente na apresentação do livro - disse que defende “a autonomia e a independência dos órgãos de regulação e supervisão”.

“Sempre considerei que qualquer tentativa de ingerência seria injustificável e sempre procurei, na minha atuação enquanto exerci cargos governativos, respeitar esse princípio importante”, acrescentou.

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