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Governo corta até 34 lugares de topo na supervisão financeira

Francois Lenoir

De entre os três grandes supervisores, quem vai perder mais cargos de topo é a CMVM

A reforma da supervisão financeira vai eliminar até 34 cargos de topo, caso os conselhos de administração dos três supervisores - Banco de Portugal (BdP), Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), e Autoridade de Supervisão de Seguros e Pensões (ASF) - passem a funcionar com a estrutura mínima exigida, avança o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira. Já no cenário de serem constituídos pelo número máximo de membros, serão cortados 29 lugares.

De entre os três grandes supervisores, quem perde mais cargos de topo é a CMVM: a entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias perde ao todo 11 cargos cimeiros. Por exemplo: só o conselho consultivo pode perder seis membros, dos quais cinco eram antes nomeados pelo Governo.

O Banco de Portugal, por sua vez, vai funcionar com um mínimo de cinco administradores, podendo crescer até seis, em vez dos anteriores oito.

Apesar de também sofrer cortes, a ASF vai ganhar, em termos líquidos, um lugar de topo. Isto deve-se ao facto de o supervisor dos seguros e pensões não ter anteriormente comissão de ética - esta passará a ser constituída por três membros.

Os três supervisores vão perder também as respetivas comissões de vencimentos, que juntas representavam nove cargos de topo.