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Imóveis comprados à Fidelidade são controlados pela Apollo a partir das Ilhas Caimão

O grupo Apollo, empresa gestora de fundos de investimento norte-americana, montou uma construção acionista em cascata que passa por duas praças financeiras e que tem como últimos beneficiários três fundos num paraíso fiscal, avança o “Público” esta terça-feira

Em julho de 2018, a Fidelidade acordou a venda de 2085 frações residenciais a quatro sociedades por quotas, de responsabilidade limitada, com um capital de 100 euros cada. As quatro empresas pagaram cerca de 425 milhões de euros pelo património imobiliário da seguradora - negócio que esteve envolto em polémica, mal foi noticiado. Porém, algo ainda estava por descortinar, revela o “Público” esta terça-feira.

Segundo o matutino, o grupo Apollo, empresa gestora de fundos de investimento norte-americana, montou uma construção acionista em cascata que passa por duas praças financeiras e que tem como últimos beneficiários três fundos num paraíso fiscal. Por outras palavras: as casas compradas à Fosun, dona da Fidelidade, são controladas pela Apollo a partir de um paraíso fiscal.

No topo do esquema estão três fundos nas Ilhas Caimão, um dos paraísos fiscais mais opacos à escala global, e pelo meio há duas sociedades estabelecidas no Luxemburgo.

As novas donas dos imóveis são quatro empresas portuguesas: a Meritpanorama, a Fragrantstrategy, a Notablefrequency e a Neptunecategory. Quem detém diretamente o seu capital é a sociedade de responsabilidade limitada luxemburguesa AEPF III 35. Esta é, por sua vez, detida a 100% por outra empresa da Apollo sediada na mesma morada, a AEPF III 13. De acordo com o “Público”, para chegar à Ugland House, edifício sede nas Ilhas Caimão, basta subir na cadeia.