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Verba para descer preço dos passes em Lisboa é insuficiente

João Carlos Santos

De acordo com contas do município, a redução tarifária terá um impacto que pode chegar aos 90 milhões de euros. Ou seja, há um défice de 15 milhões de euros

Os 74,8 milhões de euros que a Área Metropolitana de Lisboa (AML) vai receber do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) nos transportes públicos para financiar a diminuição dos preços dos passes não cobrem todos os custos que serão criados com a introdução desta medida, revela o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

De acordo com contas do município, a redução tarifária terá um impacto que pode chegar aos 90 milhões de euros. Ou seja, há um défice de 15 milhões de euros. Para fazer face ao défice tarifário previsto, a AML está ainda a fazer contactos com operadores para determinar como será feita a compensação.

A partir de 1 de abril, recorde-se, os passes na AML passarão a custar 30 (em viagens dentro de um concelho) ou 40 euros (entre municípios). Serão gratuitos para crianças até aos 12 anos (inclusive) e, para as famílias que adquiram mais do que uma assinatura mensal, o preço máximo será de 80 euros.

No âmbito do PART, foram destinados à AML cerca de 73 milhões de euros de dotação do Orçamento do Estado, a que se somam 1,8 milhões de comparticipação mínima dos municípios.