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Ordem dos Médicos avança com proposta de tempos mínimos de consulta

As primeiras consultas feitas pelos médicos de família deverão ter uma duração padrão entre os 30 e os 45 minutos; nos atendimentos de seguimento, terão a duração máxima de 30 minutos

Após meses de preparação, a Ordem dos Médicos vai avançar esta semana com uma proposta de definição dos tempos mínimos de intervalo para marcação de consultas - no primeiro atendimento e consultas de seguimento. O diploma será colocado em discussão pública. O documento final, por sua vez, será enviado ao Ministério da Saúde, avançam o “Público” e o “Diário de Notícias” esta segunda-feira.

O documento, que estará em consulta pública durante 30 dias, apresenta tempos padrão para mais de 60 especialidades. Os períodos são definidos tendo em conta se se trata de uma primeira consulta ou consultas de seguimento.

O caso das consultas dos médicos de família é um dos mais paradigmáticos - e é também um daqueles em que há mais queixas de utentes do SNS. As primeiras consultas feitas pelos médicos de família, indica a proposta, devem ter uma duração padrão entre os 30 e os 45 minutos; nos atendimentos de seguimento, estas devem ter entre 20 a 30 minutos.

No caso das consultas de especialidade como cardiologia, a primeira sessão deverá ter até 40 minutos, enquanto as seguintes ficarão pelos 20 minutos. Os doentes oncológicos, por sua vez, terão uma primeira consulta de 60 minutos e as seguintes com cerca de 20 minutos.

Esta iniciativa, que resultou de um trabalho de análise feito pelos colégios das especialidades da Ordem dos Médicos, pretende criar uma regulação dos tempos de consulta para fazer face “à grande pressão” que existe na área da saúde e ao facto de quer doentes quer médicos não terem, “muitas vezes, o tempo que deviam ter para este primeiro contacto”, explica Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, em declarações ao “Público”. “Temos de proteger a relação médico-doente, a qualidade da medicina e os direitos dos doentes”, frisa.