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Estado trava entrada em bolsa da TAP

NurPhoto/Getty

O consórcio Atlantic Gateway entendia que a situação económico-financeira da TAP justificava o recurso ao mercado de capitais. O Estado considerou que a conjuntura não era inultrapassável e que não havia necessidade de antecipar uma entrada em bolsa

Os acionistas privados da TAP, que integram o consórcio Atlantic Gateway que detém 45% da companhia aérea, propuseram, nos últimos meses, antecipar a entrada em bolsa da empresa, mas o Estado, que possui 50% do capital, travou essa ideia e relegou-a para 2021 ou 2022, revela o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

O consórcio Atlantic Gateway entendia que a situação económico-financeira da TAP justificava o recurso ao mercado de capitais. O Estado, por sua vez, considerou que a conjuntura não era inultrapassável e que não havia uma necessidade imperiosa de antecipar uma entrada em bolsa.

Segundo o matutino, a conclusão de uma operação de financiamento no passado mês de janeiro junto do Macquarie Group, em Londres, para a concessão de um empréstimo de cerca de 137 milhões de euros à TAP ajudou a que a intenção dos privados ficasse por enquanto posta de parte.

Há três anos, recorde-se, quando o Estado e a Atlantic Gateway assinaram o memorando de entendimento para a reconfiguração da estrutura acionista da companhia aérea, ficou prevista a possibilidade de a empresa ir para a bolsa. Em todo o caso, nenhuma data em concreto ficou definida.

Pelo que apurou o “Negócios”, o Estado acredita que o cenário de entrada em bolsa possa materializar-se em 2021 ou 2022, no âmbito de uma conclusão bem-sucedida do processo de transformação da companhia aérea.