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Presidenciais 2021

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A missão de João Ferreira: captar voto útil à esquerda

22 Janeiro 2021 11:10

Mariana Lima Cunha

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Jornalista

Nuno Botelho

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Fotojornalista

O candidato aparece como herdeiro da luta antifascista

João Ferreira recusa “bipolarização” entre Ventura e Ana Gomes e diz que ainda está “tudo em causa” na definição dos resultados

22 Janeiro 2021 11:10

Mariana Lima Cunha

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Nuno Botelho

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Ouvir os candidatos dizer que não comentam sondagens é, em qualquer eleição, um clássico. Mas esta quarta-feira, a dois dias do fim da campanha, não foi bem isso que aconteceu. Questionado sobre a sondagem da Universidade Católica que lhe atribuía 5% das intenções de voto (a do Expresso/SIC aponta, esta sexta-feira, para 6%, empatado com Marisa Matias), João Ferreira, agasalhado para o frio que fazia no porto de pesca da Póvoa de Varzim, respondeu: não só acredita que vai ter uma “bonita expressão” e um resultado “muito bom” como se aventurou pelo comentário político, frisando que “esta sondagem não autoriza nenhum tipo de exercício que andou a ser feito sobre a bipolarização em torno do segundo lugar” (ou seja, entre Ana Gomes e André Ventura).

No princípio da semana, o candidato já tinha tentado esbater a ideia de competição entre Ventura e Ana Gomes, garantindo que o cenário que coloca o candidato de direita em segundo lugar “não vai acontecer”. Agora, a ideia de Ferreira é que, a julgar pelos números, Ana Gomes está só quatro pontos à frente de Ventura, que está só cinco pontos à frente do próprio Ferreira, pelo que, com “quase a mesma distância do segundo para o terceiro e do terceiro para o quarto”, “está tudo em causa” (na sondagem do Expresso, Ana Gomes está com dois pontos de vantagem de Ventura).