Política

Carla Castro defende campanha "porta-a-porta" para IL tornar-se na "terceira força política"

7 janeiro 2023 15:01

nuno botelho

Em resposta aos críticos internos, a candidata liberal promete uma comissão executiva (direção) mais aberta e descentralizada, assim como a melhoria da comunicação externa. Um partido que aposta em novas bandeiras e não “deixa ninguém para trás” com vista a tornar-se "num partido de Governo"

7 janeiro 2023 15:01

Um partido “descentralizado”, que abraça novas bandeiras como o Ambiente, sem deixar “nenhum território” para trás. Esta é a proposta de Carla Castro, candidata à liderança da Iniciativa Liberal (IL), que apresentou este sábado a sua moção estratégica em Lisboa. A aposta nas redes sociais é para manter, mas a divulgação das ideias liberais é para se fazer também na rua. O objetivo é claro: a IL conquistar novo eleitorado e tornar-se na “terceira força política”, com aspirações de ser Governo.

“A IL, enquanto partido que se pretende de Governo, não deixará para trás partes do território ou segmentos de eleitorado. Vai mostrar como as soluções liberais dão resposta aos anseios e aspirações das pessoas de origens socioeconómicas e geográficas diferentes”, pode ler-se no documento.

O público-alvo já está definido: as pessoas que “vivem no Interior, de baixos rendimentos, a classe média, os jovens e abstencionistas”, para a IL deixar a etiqueta de partido “urbano” e “elitista”. “Para concretizar o forte potencial de crescimento em vários segmentos da população, temos de levar a nossa mensagem às pessoas, focada nos temas que mais as preocupam”, acrescenta.

E para isso, a estratégia da sua lista também já está delineada. Além de manter o tom “irreverente” e com “humor” da comunicação, Carla Castro propõe-se a apostar noutros meios para a divulgação das ideias liberais, “uma presença forte nas redes sociais", mas também no “porta-a-porta”. “Temos de chegar de igual forma às televisões generalistas como à rádio local ou ao grupo de Facebook da nossa rua”, nota.

Garantindo que continuará a defender as bandeiras da Educação e da Saúde - com destaque para a Saúde Mental -, e as propostas fiscais, a candidata insiste que a IL não pode ser um partido monotemático e terá que apostar noutras áreas como o Ambiente e Sustentabilidade, combate à corrupção, transparência das instituições públicas e das contas públicas.

Em resposta aos críticos internos, a candidata liberal promete uma comissão executiva (direção) mais aberta e descentralizada, assim como a melhoria da comunicação interna. E garante ainda que será efetuado um levantamento e auscultação de opiniões de membros, no primeiro trimestre de 2023, com vista à elaboração de um plano de expansão de núcleos.

Já no capítulo sobre objetivos eleitorais, a moção refere que o objetivo a curto prazo é “eleger deputados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira” em setembro de 2023, não especificando, contudo, o número de deputados. Durante o mandato de dois anos, Carla Castro admite ainda que quer multiplicar a representação na Região Autónoma dos Açores e eleger pelo menos um eurodeputado nas Europeias.

No documento, Carla Castro garante ainda que irá defender a apresentação de um deputado liberal para a vice-presidência da Assembleia da República (AR). Recorde-se que Cotrim de Figueiredo recusou voltar a candidatar-se ou propor outro nome, depois de ter sido chumbado para o lugar.