Política

IL acusa Costa de “manter equilíbrios” do PS “à custa do país”. PCP critica “contraste com a realidade”

2 janeiro 2023 22:03

Foto: Ana Baião

Em reação aos nomes dos novos ministros das Infraestruturas e Habitação, liberais dizem que “objetivo” foi “substituir” Pedro Nuno Santos por “duas pessoas ligadas” ao ministro demissionário

2 janeiro 2023 22:03

Depois de o PSD ter descrito o ministro das Finanças como “um peso morto” e de o Chega ter avaliado a nomeação de João Galamba como “uma afronta à justiça e ao Estado de Direito”, sucedem-se as reações dos restantes partidos aos nomes de Galamba como ministro das Infraestruturas e de Marina Gonçalves como ministra da Habitação. Carlos Guimarães Pinto, deputado da Iniciativa Liberal, acusou António Costa de optar por “manter os equilíbrios internos dentro do seu próprio partido”, em vez de “equipar o Governo com as melhores pessoas”. O primeiro-ministro preocupou-se em “manter o equilíbrio interno” do PS, mesmo fazendo-o que “à custa do país”, insistiu.

Falando à RTP, o deputado foi mais longe: “Eu até questiono se foi mesmo António Costa a decidir a nomeação destas pessoas ou se foi o próprio Pedro Nuno Santos que escolheu.” O “objetivo”, atirou o liberal, foi “substituir” o ministro demissionário por “duas pessoas ligadas” ao agora ex-governante. “Se o objetivo fosse ir buscar pessoas para executar políticas, convidava pessoas com experiência em execução”, sugeriu.

João Oliveira, do PCP, não comentou os nomes dos novos ministros, mas as declarações de Costa. O primeiro-ministro referiu-se a “êxitos de uma governação que verdadeiramente ninguém sente”, ou seja, “em absoluto contraste com a realidade”, avaliou o comunista. Mais: o primeiro-ministro garantiu que “não haverá descontinuidade das políticas”. Ora, o que era preciso, defendeu, era precisamente “uma alteração das opções políticas” do Governo, pelo que não devem os portugueses alimentar “qualquer tipo de expectativas” de “resposta às suas necessidades e anseios”, sentenciou.

Já o CDS considera que as novas escolhas mostram “um Governo absolutamente esgotado e a funcionar em circuito fechado, dentro de um núcleo cada vez mais restrito do PS de José Sócrates ou das áreas de influência de Pedro Nuno Santos”. Em nota enviada às redações, Nuno Melo acrescenta que o primeiro-ministro está “refém”, “optando por pessoas sem qualquer currículo ou experiência”.

Para o presidente centrista, “estas escolhas reforçam a instabilidade e fragilidade da caótica governação socialista e comprovam a oportunidade do apelo do CDS” para a necessidade de dissolução do Parlamento e de eleições antecipadas.