Política

Presidente alerta para a necessidade de ajustes perante "cenários muito diversos": Marcelo promulga Orçamento do Estado para 2023

29 dezembro 2022 20:07

miguel pereira da silva/lusa

"O Presidente da República, ouvidos os parceiros económicos e sociais, promulgou os diplomas da Assembleia da República relativos ao Orçamento do Estado para 2023 e às Grandes Opções para 2022-2026", lê-se numa nota divulgada no portal da Presidência na Internet

29 dezembro 2022 20:07

O Presidente da República promulgou esta quinta-feira o Orçamento do Estado para 2023 "tendo presente as preocupações sobre a imprevisibilidade da economia internacional" e a "necessidade de ir ajustando" a sua execução a "cenários muito diversos".

"O Presidente da República, ouvidos os parceiros económicos e sociais, promulgou os diplomas da Assembleia da República relativos ao Orçamento do Estado para 2023 e às Grandes Opções para 2022-2026", lê-se numa nota divulgada no portal da Presidência na Internet.

Na nota, Marcelo Rebelo de Sousa apontou que tem presente "as preocupações sobre a imprevisibilidade da economia internacional -- muito ligada ainda à guerra --, os evidentes efeitos na vida de famílias e empresas, a necessidade de ir ajustando a execução do orçamento a cenários muito diversos, a dificuldade de, ao mesmo tempo, manter o equilíbrio orçamental, reduzir a dívida pública, impulsionar o investimento e o crescimento e combater a degradação das condições sociais".

Na quarta-feira, o chefe de Estado tinha dito que já recebeu o Orçamento do Estado para o próximo ano e adiantou que o iria promulgar hoje, depois de ouvidos os parceiros sociais, e antes de partir para o Brasil para assistir à posse do seu homólogo Lula da Silva.

Naquele dia, Marcelo Rebelo de Sousa tinha recebido em audiência no Palácio de Belém a UGT e a Confederação do Turismo de Portugal, e hoje foi a vez da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a CGTP e a CIP.

Sobre o diploma, o Presidente da República considerou que "o Orçamento do Estado é de uma flexibilidade que depende muito daquilo que for a evolução internacional" e a proposta do Governo para o próximo ano, que foi aprovada pela Assembleia da República, "é o mais flexível que é possível dentro de um certo quadro".

"Se o quadro não mudar muito, isto é, se não houver um agravamento da guerra, se não houver agravamento da inflação, se houver um turismo parecido com o deste ano, se houver investimento estrangeiro parecido com o deste ano, se as economias europeias começarem a subir um bocadinho [...], se isso for assim, o orçamento tem flexibilidade", sustentou.

E salientou que "por isso o primeiro trimestre é tão importante", pois "por aí se percebe logo se se entra melhor, ou pior do que as expectativas".

A Assembleia da República aprovou, em 25 de novembro, a proposta de lei do Governo para o Orçamento do Estado para 2023, com os votos favoráveis do PS e as abstenções dos deputados únicos do Livre e do PAN.

O documento foi aprovado em votação final global com os votos da maioria absoluta de deputados socialistas, as abstenções de Livre e PAN e os votos contra de PSD, Chega, Iniciativa Liberal, PCP e BE.