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Política

Paulo Raimundo abre a porta a "todos os que olhem para o PCP como ele é e não como gostariam que fosse"

A SIC acompanhou dois dias de trabalho do novo secretário-geral do PCP

Paulo Raimundo considera que o PCP acertou na escolha para secretário-geral, mas admite resignar se a experiência não correr bem. Numa entrevista exclusiva à SIC, o novo líder do PCP garantiu que todos os renovadores que abandonaram o partido podem voltar, desde que aceitem o partido como é e não como gostariam que fosse.

O secretário-geral do PCP apresenta a família, depois dum almoço em casa dos pais, e antes de seguir caminho para um encontro de trabalho com o partido em Sines. Paulo Raimundo volta às Praias Sado, onde cresceu, para abrir uma porta nova na estratégia de liderança do PCP. A herança é pesada, mas o herdeiro está convicto que tem as características que o partido procurava.

“Eu acho que o comité central do meu partido acertou. Mas estamos cá para tirar a prova dos nove. Se não correr bem, é claro que o comité central que me elegeu é o mesmo que tomará as decisões que entende”, afirma Paulo Raimundo, reconhecendo que ainda se mantém “um bocadinho à rasca” devido à "grande responsabilidade” que tem.

A SIC acompanhou dois dias de atividade do novo secretário-geral do PCP que, antes dum jantar de Natal, voltou ao café de Braga, ao lado da antiga sede regional do partido, onde tomava todas as refeições e fazia reuniões de trabalho

Nos quatro anos que aqui viveu, como responsável da comissão política do comité central pelo acompanhamento da organização distrital de Braga do PCP, a realidade mudou muito. Paulo Raimundo recebeu agora a missão de vestir o partido à medida dum novo tempo.

Numa entrevista exclusiva, o secretário-geral do PCP clarificou como é que os renovadores que saíram do partido em 2000 podem voltar ao universo comunista, depois de ter afirmado que fazem falta: “Estamos disponíveis para receber todos aqueles que olhem para o PCP como ele é e não como gostariam que fosse.

“O PCP é como é. Com a natureza, com os princípios, com os objetivos que tem. Quem aceitar essa condição tem a mesma oportunidade que têm os 2000 militantes que se inscreveram no partido", afirma. “Fazem falta. Toda a gente”, acrescentou, defendendo que é preciso "aumentar a capacidade reivindicativa".

Paulo Raimundo reitera que não é questão assumir que houve invasão da Rússia na Ucrânia e distancia-se dos regimes comunistas da China e da Coreia do Norte. Mostra-se pronto para uma nova era na liderança do PCP.

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