Política

Seguro sobre corrupção na política: “[fiscalização] não deve terminar quando termina o cargo público”

5 dezembro 2022 17:37

O antigo secretário geral do PS voltou aos holofotes mediáticos num debate sobre corrupção e ética na política, à boleia do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos. António José Seguro defendeu que a “fiscalização” dos políticos deve existir desde o “momento da candidatura” até ao “período de nojo”. Também assegurou não faltarem “soluções”, antes falta “vontade política” para as implementar.

5 dezembro 2022 17:37

António José Seguro foi um dos convidados do debate sobre o novo estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, “Ética e integridade na política: perceções, controlo e impacto”, divulgado esta segunda-feira, sobre o consenso entre cidadãos e políticos sobre corrupção e ética na política. Perante os resultados que apontam para uma “perda de confiança nas instituições políticas”, o antigo secretário geral socialista diz ser “muito favorável” a uma “fiscalização” que deve começar no “momento da candidatura” e não deve terminar “quando termina o cargo público”, mas sim prolongar-se durante o “período de nojo”. O político que abandonou a sede do PS em 2014 defendeu que não faltam “soluções” para garantir a transparência, mas sim “vontade política” e “consenso” entre partidos para as aplicar.