Política

OE tem mais dinheiro para a Saúde, mas "não vai ser suficiente", diz ex-ministro

26 novembro 2022 21:35

António Correia de Campos, antigo ministro da Saúde, disse que o Orçamento para a Saúde vai crescer 2,7%, mas que ainda assim “não vai ser suficiente”, pois não tem em conta a inflação

26 novembro 2022 21:35

Apesar do aumento aprovado no Orçamento do Estado para 2023 para a Saúde, o dinheiro, ainda assim, “não vai ser suficiente”, disse António Correia de Campos, antigo ministro da Saúde, em entrevista à Antena1 e ao “Jornal de Negócios”.

De acordo com o ex-governante, “há uma subida de 2,7%” em relação à execução orçamental prevista para este ano, “o que representa um progresso” face a anos anteriores, em que nos anos seguintes o Orçamento para a Saúde acabava sempre com menos dinheiro do que no anterior. No entanto, “não vai ser suficiente, não tenho dúvidas”.

Correia de Campos lembra que “2,7% não acompanha a inflação esperada para o próximo ano e não acompanha a manutenção [do equipamento], nem o reforço salarial” — este último ponto acabou por ser sublinhado novamente ao longo da entrevista.

O antigo ministro defende ainda a necessidade de contratar mais médicos e recusa a ideia de criar limites às vagas nos cursos de medicina ou à criação de novas faculdades. “Na minha opinião façam-se todas as faculdades de medicina, com qualidade, não me importa nada que haja muitos que emigrem, alguns ficarão e o que interessa é que o nosso sistema de saúde consiga reter os bons [médicos]”, afirmou.

Correia de Campos teve ainda oportunidade de falar sobre a nova direção do Serviço Nacional de Saúde e da equipa que se encontra no Ministério da Saúde, que caracteriza como "uma equipa muito qualificada no Ministério, muito experiente, politicamente forte e tecnicamente bem preparada”.