Política

Santos Silva diz que melhoria na saúde se deve não apenas ao SNS mas ao privado e social

15 setembro 2022 21:30

antónio cotrim/lusa

Entre estes agentes que ajudaram a melhorar a saúde em Portugal, Santos Silva destacou as fundações, a mobilização da filantropia, da iniciativa da sociedade civil e também pessoas como António Champalimaud

15 setembro 2022 21:30

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, considerou esta quinta-feira que a melhoria dos indicadores de saúde nas últimas décadas não se deve apenas ao “papel muito decisivo” do SNS, mas também aos contributos dos setores social e privado.

Augusto Santos Silva esteve hoje ao final da tarde - em representação do Presidente da República, que se deslocou a Angola – na entrega do prémio António Champalimaud de Visão 2022 e fez um discurso no qual deixou “quatro elogios que são ao mesmo tempo quatro agradecimentos”.

“O primeiro elogio é este: hoje é o dia do Serviço Nacional de Saúde porque foi exatamente há 43 anos que a Assembleia da República aprovou a lei que criou o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Nestes 43 anos os indicadores de saúde em Portugal melhoraram muito significativamente”, enalteceu.

Para o presidente da Assembleia da República, “evidentemente que o SNS teve um papel muito decisivo nesta melhoria, mas a melhoria não se deve apenas ao Serviço Nacional de Saúde”.

“Deve-se a todos quantos têm contribuído para a melhoria da saúde em Portugal, pertençam eles ao setor público, ao setor social ou ao setor privado”, sustentou.

Entre estes agentes que ajudaram a melhorar a saúde em Portugal, Santos Silva destacou as fundações, a mobilização da filantropia, da iniciativa da sociedade civil e também pessoas como António Champalimaud, “que tiveram o rasgo de dedicar parte muito importante daquilo que foram acumulando ao longo de uma vida de trabalho e de empreendimento para empregá-lo ao serviço do bem comum”.

“E, portanto, o meu primeiro elogio, que é o primeiro agradecimento, é à fundação Champalimaud, que exprime, exemplifica melhor do que ninguém esta importante contribuição do setor filantrópico para a melhoria do bem-estar dos portugueses e para a melhoria do bem-estar da generalidade das populações”, afirmou.

Na lista de elogios e agradecimentos que a segunda figura do Estado levou ao seu discurso estava o enaltecer "a opção básica tomada pela Fundação Champalimaud de fazer combinar ciência fundamental e ciência aplicada, fazer casar o esforço das ciências da vida com o esforço das práticas clínicas", considerando que estas duas "salvam vidas, salvam muitas vidas" para além de melhorem muito substancialmente o bem-estar, a longevidade e também o espírito de comunidade.

Santos Silva destacou o facto de este prémio incentivar os cientistas para que estes sejam "agentes de desenvolvimento social sustentável" já que a lógica deste galardão é "premiar as inovações, as invenções, as boas práticas que ajudam milhares e milhares de pessoas num mundo em desenvolvimento a terem um melhor bem-estar".

Por último, o presidente da Assembleia da República deixou um elogio e um agradecimento aos premiados da edição deste ano, Gerrit Melles e Claes Dohlman pelos trabalhos para o tratamento das doenças da córnea.

"O trabalho de investigação é mesmo um trabalho muito duro, exige muita determinação, muita paciência", afirmou, enaltecendo o "trabalho árduo e paciente que é o trabalho de investigação".