Política

Empresas: Chega lamenta falta de “apoios novos” e critica medidas “mais do mesmo”

15 setembro 2022 18:36

André Ventura

armenio belo/epa

Ventura considera que o "pacote apresentado significa muito pouco nas contas finais da maior parte das empresas”, advogando que “a maior parte do universo empresarial português fica de fora destes apoios”

15 setembro 2022 18:36

O Chega lamentou esta quarta-feira que o Governo tenha anunciado “poucos apoios novos” para as empresas, considerando que se limitou a aumentar os que já existem e a avançar com medidas “mais do mesmo”.

“Mais uma vez o Governo faz uma apresentação de retoques, de remendos e de truques para maquilhar o que é a verdade. Poucos apoios novos existem, estamos a falar de aumentos de linhas que já existem e de apoios que já existem”, defendeu o presidente do Chega.

André Ventura falava aos jornalistas na Assembleia da República em reação às medidas de apoio às empresas aprovadas hoje em Conselho de Ministros.

“Tirando a formação, o pacote apresentado significa muito pouco nas contas finais da maior parte das empresas”, considerou Ventura, advogando que “a maior parte do universo empresarial português fica de fora destes apoios”.

O presidente do Chega comparou este conjunto de medidas ao apresentado na semana passada pelo primeiro-ministro para famílias, insistindo que é “um truque e uma fraude”.

Na opinião de Ventura, houve três medidas fundamentais que o Governo deveria ter anunciado: “o ‘lay off’ simplificado, a redução dos impostos no âmbito do gás e eletricidade para as empresas e sobretudo [a redução] de impostos sob os combustíveis”.

Ventura criticou ainda a linha de crédito de 600 milhões de euros aprovada pelo Governo, defendendo que empresas já endividadas vão aumentar a sua dívida. “O que significa que algumas vão fechar portas”, vincou.

O ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, anunciou hoje um pacote de medidas de mais de 1.400 milhões de euros para apoiar as empresas face ao aumento de custos com a energia, incluindo uma linha de crédito.

Em conferência de imprensa hoje, em Lisboa, o governante deu conta de várias medidas, desde uma linha de crédito de 600 milhões de euros, o alargamento de apoios a indústrias de consumo intensivo de gás, apoios à formação, medidas de aceleração da eficiência e transição energética, fiscais, entre outras. As medidas ultrapassam assim os 1.400 milhões de euros, de acordo com António Costa Silva.