Política

Crise/Inflação: CDS diz que medidas são "enorme desilusão" e PS preferiu cobrar impostos a olhar pelas famílias

6 setembro 2022 12:27

manuel de almeida/lusa

“O Governo pōs o Estado à frente dos portugueses e a cobrança de impostos à frente das famílias”, sustentou

6 setembro 2022 12:27

O CDS-PP classificou esta terça-feira como uma “enorme desilusão” as medidas anunciadas na segunda-feira para mitigar os efeitos da inflação e que acusou o Governo de colocar a “cobrança de impostos” à frente das famílias.

Numa nota enviada à Lusa, o presidente do partido, o eurodeputado Nuno Melo, considerou que as propostas do executivo de António Costa “para combater a inflação são uma enorme desilusão e representam o socialismo no seu pior”.

“O Governo pōs o Estado à frente dos portugueses e a cobrança de impostos à frente das famílias”, sustentou.

A redução do IVA da eletricidade para 6% é, na opinião do presidente centrista, “uma fraude”, já que o IVA de 23% abrange a “maioria dos consumidores portugueses” e assim vai continuar, “ao contrário do que está a acontecer nos outros países da União Europeia”.

O executivo socialista também deixou de fora imensos portugueses que apenas “utilizam gás de botija” e não têm “qualquer apoio”, completou.

“A decisão do Governo de não aplicar a taxa 0% nos produtos alimentares essenciais, como o CDS propôs, significa que as famílias portuguesas, principalmente as mais vulneráveis, vão continuar a suportar a inflação brutal de 15% sobre os bens alimentares básicos”, argumentou Melo.

Sobre o “aumento histórico” das pensões prometido pelo primeiro-ministro para 2023, o presidente do CDS-PP advogou que se percebe “agora que a promessa era totalmente falsa” e que o que foi anunciado na segunda-feira “não é mais do que um subsídio”.

A estas críticas, o CDS-PP acresce uma outra: “não foi decidido qualquer apoio ao setor social, as instituições sociais suportam um brutal aumento da inflação que coloca em risco o seu papel ainda mais relevante em tempos de crise”.

“Para o que importa, o que sobrou em propaganda, faltou em sensibilidade social e em medidas capazes de fazerem real diferença em tempos particularmente difíceis, que tendem a acentuar-se”, finalizou Nuno Melo.