Política

Dissidentes do Volt querem criar partido transeuropeu e do centro

Dissidentes do Volt querem criar partido transeuropeu e do centro
HOMEM DE GOUVEIA

O antigo presidente Tiago Matos Gomes, está entre os interessados em criar o Partido Democrata Europeu, movimento que se intitula transeuropeu e do centro político. Objetivo é concorrer às eleições europeias de 2024

Um grupo de dissidentes do Volt Portugal, entre os quais o antigo presidente Tiago Matos Gomes, pretende criar o Partido Democrata Europeu, movimento que se intitula transeuropeu e do centro político, e concorrer às eleições europeias de 2024.

Contactado pela Lusa, Tiago Romão, antigo diretor de campanha do Volt nas legislativas de janeiro deste ano pelo círculo de Lisboa e agora na qualidade de vice-presidente deste movimento que quer constituir-se como partido, disse que a direção é composta por dissidentes que “não se enquadravam nas novas políticas do Volt Portugal e Volt Europa, que se colocaram completamente à esquerda”.

“Nós somos do centro! O 'core' [do Partido Democrata Europeu] neste momento são dissidentes [do Volt] por questões de ideais e princípios políticos”, acrescentou.

Tiago Matos Gomes, fundador do Volt Portugal e antigo presidente, pretende ocupar a mesma posição no Partido Democrata Europeu – que quer utilizar a sigla PDE.

O PDE autointitula-se como um partido “transeuropeu, eurofederalista, do centro, moderado e reformista”, de acordo com a informação disponibilizada aos órgãos de comunicação social.

“A par da criação do PDE nasce também o European Star Party, partido-mãe, de cariz europeu e o primeiro partido transeuropeu nascido em Portugal […]. É necessária uma mudança na estrutura política europeia, que no nosso projeto deverá passar a seguir um modelo semipresidencialista com a eleição de um presidente europeu através de sufrágio universal […]. Além do presidente, que será o responsável máximo pela política externa e forças armadas, existirá também um senado, um parlamento com iniciativa legislativa e um governo executivo”, acrescenta a nota.

Na ótica desta nova força, “as políticas estruturais deverão ser comuns” aos Estados-membros, que terão “a liberdade de manter a sua autonomia e identidade nacionais”.

Para se constituir como um partido é necessária a formalização junto do Tribunal Constitucional (TC).

“Os estatutos estão praticamente encerrados, falta a recolha de assinaturas”, sustentou Tiago Romão, que apontou como meta a entrega das 7.500 assinaturas até junho de 2023, o que permitirá ao TC legalizar o partido a tempo de concorrer nas europeias de 2024, disse o dirigente.

Até agora o partido tem entre “dez a 15 militantes” e o primeiro ponto de contacto com os cidadãos para chamar apoiantes e recolher assinaturas vai ser na Feira do Livro de Lisboa, entre os dias 25 de agosto e 11 de setembro.

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