Política

52 em 201. Acordo na saúde não convence autarcas: "A opacidade das negociações é constrangedora", diz Isaltino Morais

5 agosto 2022 17:50

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

joao lima

Duas semanas após a Associação de Municípios ter fechado novo acordo de reforço de verbas com o Governo, a descentralização da saúde continua a léguas da meta traçada pela ministra da Coesão Territorial. Nem Lisboa, Porto, Aveiro ou Oeiras assumiram a pasta, resistência reinante mesmo entre os autarcas socialistas de Gaia, Gondomar, Vila do Conde, Vila Real ou Almada

5 agosto 2022 17:50

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A ministra Ana Abrunhosa esperava ter 100 municípios a exercerem a competência da saúde até junho, mas no final de julho o universo de câmaras aderentes ficou-se pelas 51. Para acelerar a descentralização em curso, a direção da Associação Nacional de Municípios (ANMP), firmou há duas semanas novo acordo com o Governo, mas nem o negociado reforço de verbas foi suficiente para seduzir a maioria dos autarcas a assumirem a pasta.

Ao Expresso, Luísa Salgueiro avança que, até ao momento, apenas 52 autarquias (em 201 que receberão esta área) já exercem a competência da saúde, tendo apenas um município da região do Alentejo recebido esta responsabilidade desde 22 de julho, dia do anúncio do novo acordo com o Governo.

Entre as grandes câmaras do país, nem Lisboa, Porto, Aveiro ou Oeiras assumiram a pasta, resistência que se estende ainda aos municípios de Vila Nova de Gaia, Almada, Vila Real, Vila do Conde ou Gondomar, lideradas pelos socialistas Eduardo Vítor Rodrigues, Inês de Medeiros, Rui Santos, Vítor Costa e Marco Martins.