Política

Costa e Montenegro adiam temas quentes. Negociações só em setembro

15 julho 2022 21:14

Liliana Valente

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Rita Dinis

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Tiago Miranda

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Apesar de ter maioria absoluta, o PS quer apoio do PSD para alguns temas. Para outros precisa mesmo desse consenso

Costa cede na regionalização, conversas sobre aeroporto podem levar meses, revisão constitucional só para o ano

15 julho 2022 21:14

Liliana Valente

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Rita Dinis

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Tiago Miranda

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Luís Montenegro precisa de tempo para se afirmar como o novo líder da oposição e António Costa vai dar-lho. De um lado e de outro há ganhos em empurrar temas quentes para o final do ano e ficou entendido, nas conversas entre os dois e entre dirigentes dos partidos, que é preciso deixar passar o verão e, em alguns casos, até deixar passar o Orçamento do Estado. No arranque da liderança de Montenegro, Costa cedeu na realização do referendo à regionalização (na verdade, no PS diz-se que o PSD fez um “jeito” ao primeiro-ministro); admitiu dar tempo ao PSD para as negociações sobre o novo aeroporto e, entretanto, dois temas que prometem aquecer o Parlamento, como a lei dos metadados e a lei de emergência sanitária, foram empurrados para o final do ano. Diálogo, sim, mas não agora.

É uma espécie de “entendimento tácito” entre os dois, admite um dirigente do PS ao Expresso. Se, por um lado, o Governo não quer passar a imagem de “rolo compressor” da maioria e pretende compartilhar responsabilidades com o maior partido da oposição em matérias pesadas (e que valem milhares de milhões) como o aeroporto, por outro não interessa ao novo líder do PSD aparecer ao lado de António Costa logo nas primeiras semanas de mandato.