Política

Chega chama João Leão ao Parlamento por causa de transferência para o ISCTE

20 abril 2022 10:06

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

tiago miranda

Ex-ministro é vice-reitor do instituto para o qual decidiu uma transferência de mais de 5 milhões de euros

20 abril 2022 10:06

Eunice Lourenço

Eunice Lourenço

Editora de Política

O Chega quer ouvir no Parlamento o ex-ministro das Finanças João Leão e vários responsáveis académicos para prestarem esclarecimentos sobre a transferência de 5,2 milhões de euros do Orçamento do Estado para o ISCTE, onde Leão é agora vice-reitor. Ao que o Expresso sabe, a Inicaitiva Liberal também está a preparar um requerimento nesse sentido.

Em causa está a notícia hoje dada pelo Público de que só o ISCTE teve este tipo de transferência decidida pelo Ministério das Finanças. "João Leão, que no dia seguinte à sua saída da pasta das finanças passou a ser vicereitor do ISCTE, foi o ministro que tutelava a área de onde saiu a autorização para a transferência de 5,2 milhões de euros do Orçamento do Estado para o mesmo ISCTE. Ora, este facto levanta dúvidas razoáveis que precisam de ser esclarecidas, dúvidas essas também partilhadas, ao que se sabe, por reitores de outras universidades que contestaram essa transferência de verbas, queixando-se desigualdade de tratamento, sobretudo depois de conhecerem o novo destino do ex-ministro das finanças", escreve o Chega em comunicado.

Além de João Leão, este partido quer ouvir Maria de Lurdes Rodrigues,a ex-ministra da Educação que é reitora da mesma universidade e os presidentes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), para prestarem esclarecimentos em audiçção conjunta na Comissão de Orçamento e Finanças e na Comissão de Educação e Ciência.

A transferência decidida pelas Finanças destina-se concretamente para o financiamento do Centro de Valorização e Transferência de Tecnologias do ISCTE sobre o qual o ex-ministro vai ter agora tutela. O Chega entende "que esta audição se reveste da maior urgência, a bem da clareza e transparência que estas questões devem merecer, quer perante as restantes universidades e estabelecimentos de ensino superior, quer ao nível de conflitos de interesse que possam existir", conclui o comunicado.