Política

Operação Miríade: as perguntas do Expresso a que o ministro da Defesa não responde

19 novembro 2021 8:02

Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho

rodrigo antunes/lusa

João Gomes Cravinho é ouvido esta sexta-feira no Parlamento sobre os motivos por que não informou o primeiro-ministro e o Presidente da República das suspeitas de envolvimento de militares portugueses em atividades criminosas na República Centro-Africana. A poucas horas da audição, o ministro não acedeu ao pedido do PSD para a divulgação dos pareceres jurídicos em que terá baseado a sua decisão. Mas há mais interrogações no ar

19 novembro 2021 8:02

Antes das perguntas, um exercício rápido de memória recente. As suspeitas de envolvimento de militares portugueses no tráfico de diamantes, ouro e droga na República Centro-Africana foram comunicadas, em dezembro de 2019, ao Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA). O almirante António Silva Ribeiro comunicou, por sua vez, ao ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, que informou a ONU “nos primeiros meses” de 2020 por se tratar de um caso ocorrido no âmbito de uma missão das Nações Unidas naquele país africano. Tanto quanto se sabe, a cadeia de comunicação foi interrompida aí, não tendo a informação chegado nem ao primeiro-ministro, nem ao Presidente da República. António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa terão sabido na mesma altura que a esmagadora maioria dos portugueses: no início da semana passada, ou seja, praticamente dois anos após a comunicação das primeiras suspeitas.