Política

Defesa quer “minimização de redundâncias" e de "equívocos" de comando em 'revolução' que causa mal-estar na hierarquia

20 março 2021 2:22

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

antónio pedro santos

João Gomes Cravinho, ministro da Defesa, apresentou esta sexta-feira, em Conselho de Estado, a revolução que está a promover no comando das Forças Armadas. O Expresso revela o detalhe da proposta que o ministro só fez chegar aos chefes dos ramos poucas horas antes de reunião decisiva.

20 março 2021 2:22

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

O Bloco Central está unido e articulado para aprovar a revolução que o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, se prepara para levar a cabo na estrutura superior de comando das Forças Armadas. Depois de uma reforma incompleta em 2009 (Governo do PS) e de outra que a aprofundou em 2014 (Governo do PSD) - mas que esbarraram nas chefias militares -, agora o Executivo avança para uma fórmula que está a revoltar dezenas de oficiais-generais na reforma, antigos chefes militares e os próprios chefes de Estado-Maior dos três ramos, que apresentaram reservas muito fortes às alterações, mas não têm força para travar o curso da batalha. Nas propostas de lei a que o Expresso teve acesso e que só foram apresentadas às chefias em cima da hora, o Governo assume que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMGFA) passa a ser o principal responsável pela execução das prioridades estratégicas definidas” para as Forças Armadas “como um todo”, o que retira força aos ramos e respetivas chefias.