O primeiro-ministro e a ministra da Saúde visitaram esta sexta-feira o Hospital CUF Tejo, em Lisboa, e atualizaram ponto de situação sobre o plano de vacinação no país. Marta Temido puxou dos números da vacinação, António Costa desvalorizou a "agitação" no debate político e deixou um recado: a normalidade só regressará quando 70% da população estiver vacinada.
Já foram administradas em Portugal quase 379 mil doses da vacina, informa Marta Temido, indicando ainda que cerca de 100 mil profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde já foram vacinados. É importante recordar que a vacinação só está completa quando são administradas as duas doses da vacina.
"Portugal tem hoje cerca de 3,6 pessoas vacinadas por 100 habitantes. É um número que queremos fazer crescer. Depende da disponibilidade da vacina, depende também da nossa capacidade de organizarmos o processo da melhor maneira possível", diz Temido.
“Uma coisa é a grande agitação do debate político, outra coisa é a realidade”, começou por dizer António Costa, valorizando a ligação entre sectores público, privado e social. “É o momento mais crítico”, por isso essa “colaboração ainda mais necessária se revelou e efectiva se demonstrou”.
António Conta deu conta de 53 acordos em todos o país com instituições do sectores privado e social, sendo que 13 desses são especificamente para tratamento de doentes covid. "Num momento em que cada cama é essencial, as 300 camas disponibilizadas pelo sector privado é algo muito importante." O primeiro-ministro, que também deu conta de mais 700 camas para doentes não covid no sector privado, avançou ainda que estão reservadas 6100 doses da vacina da Moderna para os profissionais de saúde do sector privado e que a cadência da disponibilidade das doses permite um planeamento mais eficaz.
Costa voltou a lembrar duas coisas. A primeira é que o país só retomará "a normalidade" quando estiver toda a gente vacinada, "ou 70% estiver vacinada", apontando à imunidade de grupo que estará finalizada até ao final do verão, segundo o plano. A segunda é que é "imprescindível "que essas doses sejam reservadas exclusivamente a quem é definido como prioritário", apelando assim a que "cada um aguarde pela sua vez para ser vacinado".