Boa parte dos deputados socialistas e sociais-democratas resiste a ser vacinada antes dos grupos prioritários, cujo processo se iniciou agora — pessoas com mais de 80 anos ou com 50 anos com comorbolidades. Depois de mais de uma semana de indecisões e tensão parlamentar, a líder parlamentar do PS oficializou-o na quarta-feira, no programa “Circulatura do Quadrado”, da TVI. Presidente, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República e vices da AR “serão já” vacinados, disse Ana Catarina Mendes, mas os restantes deputados só depois de todo o primeiro grupo de prioritários. Fontes do PSD ouvidas pelo Expresso concordam que o processo deve obedecer a um “calendário gradual”. Mas a questão está longe de ser pacífica no Parlamento e suscita mesmo uma crítica de Ferro Rodrigues, que considera que isto é uma cedência ao populismo.
“Lamento muito que algumas pessoas e alguns grupos parlamentares achem que se combate o populismo sendo ainda mais populistas do que os populistas”, afirmou ao Expresso o presidente da Assembleia da República, que diz ver no recuo dos parlamentares socialistas e sociais-democratas “uma demonstração de como o medo do populismo pode levar a mais populismo”.
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