Política

Marcelo ponderou pedir para depor no processo de Tancos

hugo delgado/lusa

O Presidente da República não gostou das tentativas de envolver Belém e admitiu pedir para ser ouvido

28 setembro 2019 0:00

Se a acusação produzida pelo Ministério Público sobre Tancos fosse no sentido das notícias que, de véspera, envolviam a Presidência da República no encobrimento do crime que levou à recuperação das armas, Marcelo Rebelo de Sousa pediria ao Conselho de Estado para depor no processo.

Ausente do país e apanhado de surpresa pelas fugas de informação para a TVI e o jornal “i”, segundo as quais o ex-chefe da Casa Militar “sabia de tudo” e ele próprio, no papel de “papagaio-mor do reino”, estaria comprometido, Marcelo preparou-se para usar a bomba atómica. O Expresso sabe que, enquanto esperava pela acusação, o Presidente decidiu que se o Ministério Público (MP) comprometesse Belém ele não se refugiaria no estatuto de Chefe de Estado e teria que agir em defesa da sua honra pessoal e da instituição. A saída ponderada passava por pedir para ser ouvido, o que, a acontecer, teria que ser em tribunal uma vez que a acusação do MP já está terminada.

Este é um artigo exclusivo. Se é assinante clique AQUI para continuar a ler (também pode usar o código que está na capa da revista E do Expresso).

Torne-se assinante