Política

Sondagem diz que só Lisboa está contra a regionalização do país

7 setembro 2019 9:34

Sondagem da Pitagórica para o JN divide o país em Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve e só Lisboa está maioritariamente contra a regionalização. Os mais entusiastas pelas regiões estão no Algarve e no Norte. Consensual é que não se pode regionalizar sem referendo

7 setembro 2019 9:34

O JN faz a manchete deste sábado com uma sondagem da Pitagórica sobre regionalização e a conclusão é expressiva: "Só Lisboa está contra a regionalização do país". Dois terços dos inquiridos consideram que o poder e as decisões estão concentrados na capital e, dividido o país em Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, só Lisboa é maioritariamente contra a criação de Regiões.

No caso da capital, o 'não' às Regiões (48%) ganha ao 'sim' (40%) enquanto os principais adeptos da causa regionalista se encontram, por esta ordem, no Algarve (55% a favor contra 35% contra) e no Norte (54% a favor e 37% contra).

A explicar esta discrepância surge a resposta a outra pergunta: até que ponto as decisões e os poderes estão concentrados em Lisboa? Cerca de dois terços dos inquiridos (65%) respondem que está "praticamente tudo" ou "demasiado". Mas para os habitantes da região de Lisboa, a perceção é diferente - respondem maioritariamente que não e só 49% partilham a crítica à concentração dos poderes na capital.

Há duas conclusões consensuais nesta sondagem. Por um lado, nos cinco grupos inquiridos todos rejeitam maioritariamente a ideia de que a regionalização "só trará custos para o país" e "nada de bom" para as populações. Inquiridos do Norte (61%) e Algarve (60%) são os que mais discordam daquela visão mas aqui os lisboetas alinham (56%) na maioria que se recusa a só ver prejuízos na criação das Regiões.

Outro aspeto consensual é a obrigatoriedade de realizar um referendo antes de qualquer decisão sobre regionalização: a maioria (56%) diz isso mesmo, nas cinco regiões escolhidas e, também, entre todos os partidos. Embora no PS, partido do Governo, haja 40% de inquiridos para quem seria suficiente uma decisão do Parlamento.

Quando questionados sobre que áreas gostariam de ver delegadas para as competências de um governo regional, a maioria dos inquiridos coloca os transportes públicos no topo da lista.