Política

A tertúlia liberal e secreta que senta o poder à mesa

Na mesa (no sentido dos ponteiros do relógio) João Talone (gestor); Vítor Bento (economista, SIBS); Luís Amado (ex-MNE, Conselho de Supervisão da EDP); João Vieira de Almeida (advogado); Francisco Lacerda (administrador); Rui Horta e Costa (gestor); António Lobo Xavier (advogado); José Honório (gestor e ex-administrador do Novo Banco); José Manuel Morais Cabral (gestor); João Moreira Rato (consultor na área financeira); João Bento (presidente dos CTT) Convidados ilustres Cavaco Silva; Subir Lall (troika); Marcelo Rebelo de Sousa; D. Manuel Clemente (cardeal patriarca); António Costa; Carlos Costa (governador do Banco de Portugal); Passos Coelho; Paulo Portas; Vítor Gaspar; Francisco Louçã; João Proença; Augusto Santos Silva; Mário Centeno; José Sócrates De fora Assunção Cristas; Jerónimo de Sousa; Catarina Martins; Rui Rio

“A Tertúlia”. São 11, nasceram com Sócrates e já levam 10 anos de reuniões com tudo quanto é poder. Nem a troika escapou. No arranque da ‘geringonça’, Costa passou a mensagem para os sossegar

10 agosto 2019 23:44

À medida que os partidos foram sofrendo desgaste e perdendo adesão junto dos eleitores (os números da abstenção que o digam) foram nascendo tertúlias, think tanks, grupos de reflexão, grupos promotores de manifestos, todos eles sinal de uma sociedade civil à procura de válvulas de escape e de ‘outras’ formas de influência à margem da vida partidária. Há tertúlias de ex-ministros (o socialista Jorge Coelho ou o social-democrata Luís Marques Mendes são exemplos), há think tanks de potenciais candidatos a líderes partidários (Jorge Moreira da Silva e Pedro Duarte, ambos do PSD), há grupos de reflexão que promovem debates públicos (o Movimento Europa e Liberdade, com liberais de direita e de esquerda, é um deles), há tertúlias de jovens mais ou menos desconhecidos (Política XXI ou O Senado) que se reúnem regularmente para debater o país e há “A Tertúlia”, um grupo que há 10 anos se reúne sob sigilo e que tem a particularidade de ter conseguido sentar à mesa quase tudo quanto é poder político, económico, sindical e religioso e que agora se alarga ao poder académico.

Desde 2009, mobilizaram para os seus jantares-debates (sempre no restaurante Vela Latina, em Lisboa, junto ao Tejo) Presidentes da República, primeiros-ministros, ministros das Finanças, Economia e Negócios Estrangeiros, autarcas, comentadores, sindicalistas, o governador do Banco de Portugal, o cardeal-patriarca, e até dois responsáveis da troika — Subir Lall e Abe Selassie (ambos do FMI), com quem, por mais do que uma vez, analisaram o estado do programa de ajustamento português.

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