Política

Mário Centeno: “Não há margem para mais despesa”

23 fevereiro 2019 8:30

João Silvestre

João Silvestre

Editor de Economia

tiago miranda

Ministro das Finanças recusa, em declarações ao Expresso, gastar mais com enfermeiros e professores e António Costa vai gerir ano eleitoral sem mais dinheiro, com Marcelo Rebelo de Sousa a pressionar o primeiro-ministro para negociar

23 fevereiro 2019 8:30

João Silvestre

João Silvestre

Editor de Economia

António Costa precisa de usar toda a sua habilidade política para enfrentar um ciclo eleitoral que começa com erosão nas sondagens, arrefecimento na economia, contestação social e sem dinheiro para distribuir. No momento em que o Governo se prepara para regressar à mesa das negociações com os enfermeiros, funcionários públicos e professores, o ministro das Finanças avisa: não há espaço para aceitar quaisquer exigências. Em declarações ao Expresso, Mário Centeno assume que “não há margem nenhuma para acomodar novos aumentos de despesa”. A economia europeia está a desacelerar, o PIB português fechou 2018 com um crescimento duas décimas abaixo da meta do Governo e o Estado deverá ter de meter mais de mil milhões de euros no Novo Banco. Mas, mesmo assim, Centeno não se desvia da meta do défice de 0,2% do PIB para este ano. “A meta do défice é para manter”, garante.

Em sentido contrário, Marcelo Rebelo de Sousa pressionou Governo a negociar com enfermeiros e professores, depois de meses em que o Presidente tentou, sem êxito, sensibilizar o primeiro-ministro para a necessidade do Executivo sair do registo de confronto com os vários sectores em guerra, a começar pelo da Saúde. “O click só se deu com o conflito na ADSE”, diz ao Expresso fonte da Presidência. Governo convocou representantes dos enfermeiros, dos professores e da função pública para reabrir negociações… mesmo que tenha pouco mais do que nada para oferecer - Centeno não está mesmo disposto abrir a torneira.

No banca e nas empresas, os sinais de arrefecimento na economia são percepcionados e cresce a vontade de ver um PS maioritário. O pragmatismo leva a que alguns responsáveis ouvidos pelo Expresso assumam preferir uma maioria absoluta do PS, para evitar os riscos de dependência à esquerda.

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