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Marcelo diz que chamou diretor da PSP para o ouvir sobre matérias sociais e laborais

MANUEL DE ALMEIDA/Lusa

O Presidente da República reuniu-se com o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, Luís Farinha, na sexta-feira passada

O Presidente da República enquadrou esta segunda-feira a sua reunião de sexta-feira com o diretor nacional da PSP dizendo que o chamou para "ouvir o que se passa em matéria social, laboral e de funcionamento" desta força de segurança.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a sua reunião com o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), Luís Farinha, que não constava da sua agenda pública, à saída de uma iniciativa no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Na resposta, o chefe de Estado disse que teve "a oportunidade de chamar o senhor diretor nacional da PSP para, ao que deve ser o nível hierárquico adequado, isto é, tendo-o como interlocutor, ouvir o que se passa em matéria social, laboral e de funcionamento de uma instituição que é muito importante para a democracia em Portugal".

Nestas declarações aos jornalistas, o Presidente da República falou também sobre a Lei de Bases da Saúde, reiterando que vê na proposta do Governo "campo para um entendimento parlamentar amplo".

Interrogado se mudou de opinião e já não se opõe a uma lei aprovada à esquerda, respondeu que, "olhando para o articulado, isto é, o conjunto de artigos da proposta de lei apresentada pelo Governo", entende que "há campo para um entendimento parlamentar amplo. Olhando para aqueles artigos". "Mas está-se no início de um processo legislativo. E compete ao parlamento, naturalmente, em liberdade e soberanamente, agora, esse trabalho de elaboração", acrescentou.

Na quinta-feira, na primeira edição do programa da TVI24 "Circulatura do Quadrado", gravada no Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse que tinha estado a ler a proposta do Governo, na sua versão final, e que voltou a acreditar num "acordo implícito" no domínio da saúde: "Parece-me, redescobri que talvez exista".

O Presidente da República manifestou-se na ocasião convicto de que "há espaço" para um entendimento alargado, "mas agora depende da perceção, isto está no começo". E negou que haja um veto prometido da sua parte: "Não há veto prometido nenhum, porque pura e simplesmente depende da versão final da lei".

Hoje, o chefe de Estado foi ainda questionado sobre o primeiro congresso do novo partido Aliança e as propostas apresentadas pelo ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, mas recusou fazer qualquer comentário, afirmando que "o Presidente da República não comenta partidos políticos, não comenta atuações de dirigentes partidários ou de parlamentares".

"O Presidente está num plano que é um plano diferente, para poder exercer a sua função arbitral. É um plano que lhe não permite estar a comentar as posições, as mais diversas, de dirigentes parlamentares, de governantes, de dirigentes partidários, de dirigentes patronais ou sindicais", justificou.

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