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Remodelação segundo Marques Mendes. Pedro Nuno Santos fica super ministro

Para Marques Mendes, a visita de Marcelo e Rebelo de Sousa, ao bairro da Jamaica, "foi um dos atos mais marcantes do seu mandato".

No seu comentário na SIC, Marques Mendes comentou a mini-remodelação no Governo antecipada pelo Expresso na quinta-feira e que resulta da saída do ministro Pedro Marques para liderar a lista do PS ao Parlamento Europeu. Além de Pedro Marques, a ministra da Presidência e da Modernização, Maria Manuel Leitão Marques também trocará o governo pela lista europeia, segundo Marques Mendes.

Um dos resultados da remodelação causada por estas será a promoção do atual secretário Estado Pedro Nuno Santos a super-ministro.

A saída de Pedro Marques conduzirá à cisão do ministério que dirige em duas áreas. De um lado o Planeamento do outro as Infraestruturas. Nas infraestruturas ficara Nuno Santos, que não fica com os fundos estruturais, mas receberá do Ministério do Ambiente a área da mobilidade.

No Planeamento ficará Nelson de Souza, atual secretário de Estado que fica a gerir os fundos europeus. Para a secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, seguirá Mariana Vieira da Silva.

Segundo Marques Mendes, as mexidas no governo não envolvem apenas pessoas, mas afetam a "própria orgânica do governo". A remodelação surge num momento menos bom do governo de António Costa que, segundo Mendes, "fez uma gestão errada do ciclo político", caindo de popularidade no último ano do mandato. "Vai ganhar as eleições,mas perder perder a maioria absoluta"; antecipou.

Santana Lopes, líder da oposição

Sobre o primeiro congresso do Aliança, o novo partido presidido por Santana Lopes, Marques Mendes deixou duas notas. A primeira para Paulo Sande, a figura escolhida para liderar a lista ás eleições europeias. Sande "é o tipo de pessoa que faz falta ao Parlamento Europeu, deveria pelos seu mérito ser eleito", mas tem "´défice de notoriedade".

A segunda nota para Santana Lopes.Com discursos "acutilantes e assertivos" quer assumir- se "como o verdadeiro líder da oposição". E tem ganho pontos nesta disputa para saber quem lidera a oposição ao governo, ombreando com Rui Rio e Assunção Cristas.

Braço de ferro com os enfermeiros

No braço de ferro entre o Governo e os enfermeiros Marques Mendes diz que a tensão está a diminuir. A requisição civil" é juridicamente arriscada mas politicamente correta e adequada". "Não há direitos absolutos", referiu, esperando que a requisição seja cumprida.

Marques Mendes apontou três erros à luta dos enfermeiros que, no início, foi olhada com simpatia pela opinião pública. Os enfermeiros abusaram do direito à greve, exageram nas reivindicações e não explicaram o modelo de financiamento, pairando as suspeitas de que o dinheiro pode sair de grupos privados da saúde ou da próprio Ordem.

A visita marcante de Marcelo

A visita do Presidente da República, Marcelo e Rebelo de Sousa, ao bairro da Jamaica, no Seixal, "foi um dos atos mais marcantes do seu mandato".

Marques Mendes classificou de infelizes as críticas de sindicalistas da PSP por não avaliarem adequadamente a dimensão da visita. Marcelo não foi ao bairro numa lógica de popularidade ou "para legitimar as queixas" contra a PSP. Mas, foi ao bairro para "promover a inclusão, a multiculturalidade, desanuviar o ambiente social e evitar que se transforme num gueto". A visita "acentuou o mérito da integração e a afirmação dos valores do Estado de Direito", referiu o comentador.

Sobre a "dura realidade" da violência doméstica, Marques Mendes defende que, enquanto as mentalidades não mudam, é preciso evitar que a Justiça falhe. Marques Mendes reconheceu dominar o sentimento de que "o crime compensa", tal a leveza das penas, defendo "mão pesada".