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Política

Cristas defende “posição mais arrojada do Governo” sobre a Venezuela

Edgard Garrido

Lusa

A presidente do CDS-PP defendeu este sábado que o Governo português deveria ter "uma posição mais arrojada" sobre a Venezuela e pediu-lhe que "trabalhe mais e melhor" para que a União Europeia reconheça o executivo de Juan Guaidó.

À entrada para um encontro cristão, em Sintra, Assunção Cristas começou por "sinalizar a tomada de posição do Governo português, em conjunto com Espanha, França e Alemanha, de exigir a marcação de eleições" no prazo de oito dias, "sob pena de reconhecerem o Governo interino de Juan Guaidó".

No entanto, referiu em seguida que "a posição do CDS é um pouco mais insistente" pelo reconhecimento imediato do executivo do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional da Venezuela, "para que, sim, sejam marcadas eleições livres e seja devolvida a voz ao povo venezuelano".

"Eu gostaria de ver a posição de Portugal mais arrojada, como, por exemplo já vimos a Dinamarca tomar posição no sentido de reconhecer este Governo interino transitoriamente", reforçou.

A presidente do CDS-PP disse compreender que o Governo português procure "uma posição conjunta da União Europeia" sobre esta matéria."O que eu peço é que trabalhe mais e melhor, de maneira a que toda a União Europeia possa significativamente vir a apoiar esta posição transitória e eleições livres o mais rapidamente possível", acrescentou.

Interrogada sobre o anúncio do Bloco de Esquerda de que apresentará um projeto de lei para renacionalizar os CTT, Assunção Cristas recusou falar desse tema: "Eu sobre esse assunto não tenho nada a dizer. A posição do CDS é clara".

Instada a recordar qual é a posição do CDS, respondeu: "A posição do CDS é conhecida. Eu não vou falar sobre isso. Não vou acrescentar nada. Eu hoje só vos falarei sobre a Venezuela".