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Luís Montenegro: “Não me resigno” porque “o PSD corre o risco de ter uma derrota humilhante”

Luís Montenegro, ex-líder parlamentar do PSD, acusou esta tarde Rui Rio de se ter tornado numa “bengala de António Costa” e de ter feito do PSD um partido “sem causas” e “amorfo”

"Não me resigno" porque "o PSD está a caminho da maior derrota da sua história", alertou nesta sexta-feira Luís Montenegro. O ex-líder parlamentar do PSD fez uma leitura muito crítica da atual liderança do PSD, acusando Rui Rio de se ter resignado "e deitado a toalha ao chão".

Montenegro avaliou o estado atual do PSD como sendo "mau, preocupante e irreversível" com a liderança atual e um partido "sem causa, amorfo e sem fazer oposição". Um partido cujas intenções de voto estão tão baixas como "não existiam há várias dezenas de anos".

Montenegro desafiou Rui Rio a convocar eleições diretas, pedindo que este "mostre coragem e não hesite" e "não tenha medo do confronto". "O tempo é de confronto político", anunciou.

O ex-líder parlamentar do PSD diz que "a democracia precisa de uma oposição como deve ser, firme e determinada com ambição e espírito ganhador". Para Montenegro, a realidade atual é outra com "Rui Rio com a ideia de um partido pequeno, perdedor, satélite de António Costa, sem agenda reformista".

"Onde está o PSD das causas e reformas que mobilizam a sociedade? Infelizmente esse PSD não existe mas tem de voltar a existir. Tudo isto é irreversível com esta liderança", disse Montenegro, sublinhando ainda não se resignar "a um PSD pequeno, perdedor, irrelevante, sem importância política e relevância estratégica".

Luís Montenegro quer, por isso, fazer do PSD um partido "grande, ganhador, com vocação maioritária, autónomo do PS, independente e crítico do primeiro-ministro António Costa". Sobre o atual presidente do partido, o ex-líder do grupo parlamentar do PSD disse ainda: "Além de falhar, foi instigador do confronto interno, hostilizando quadros e estruturas do PSD numa lógica maniqueísta e de divisão entre bons e maus, o que é inadmissível", criticou.