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Rio elogia “sentido de Estado” que Azeredo teve e Costa não

Líder do PSD diz que a situação do ex-ministro da Defesa “estava insuportável” e que “peca por tardia”. Mas elogia o sentido de Estado do demissionário para proteger as Forças Armadas

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Rui Rio elogiou esta sexta-feira de tarde a atitude de Azeredo Lopes, que, embora tardiamente, teve o "sentido de Estado" para perceber que se devia demitir do cargo de ministro da Defesa. Na análise do líder do PSD, a situação do agora ex-ministro "estava insustentável" e, "em nome da dignidade das Forças Armadas, impunha-se sentido de Estado suficiente para se perceber que não havia condições para Azeredo Lopes desempenhar as funções de ministro da Defesa".

Em declarações aos jornalistas na sede do PSD no Porto, Rio lembrou que António Costa disse ter aceitado a demissão do ministro porque não a podia recusar. E, daí, o líder do PSD concluiu que "Azeredo Lopes teve sentido de Estado mais cedo do que, aparentemente, o primeiro-ministro".

O presidente do maior partido da oposição já tinha defendido a demissão do ministro e reiterou essa posição, "independentemente de ser verdade ou mentira que Azeredo Lopes conhecia ou não o que se tinha passado". A questão, diz, é que a saída "peca por tardia, porque as Forças Armadas foram sujeitas a este debate público negativo durante demasiado tempo".