Ciudadanos e En Marche assinam acordo para irem juntos a eleições europeias
25.06.2018 às 17h36
LUDOVIC MARIN/AFP/Getty Images
Os dois partidos, espanhol e francês, assinaram esta segunda-feira em Madrid um acordo para se apresentarem juntos nas eleições europeias de maio de 2019
Menos de 48h depois de Emmanuel Macron ter recebido em Paris o novo presidente do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, os líderes do espanhol Ciudadanos e o presidente do Republique En Marche francês assinaram em Madrid um acordo que permite a ambas as formações políticas apresentarem-se em conjunto às eleições europeias de maio de 2019.
O acordo, segundo o jornal "El Mundo", que demorou vários meses a ser negociado, poderá estender-se também ao Partido Democrático Italiano, do ex-chefe de Governo Matteo Renzi, com quem prosseguem conversações, nomeadamente com Sandro Gozi, o homem de confiança de Renzi e ex-secretário de Esatdo de Assuntos Europeus.
O anúncio do acordo foi feito em Madrid, para assinalar um agradecimento ao Ciudadanos, que foi "o primeiro movimento político na Europea a apoiar Macron". De um ponto de vista interno, o líder espanhol Alberto Rivera também consegue neutralizar a primeira viagem ao estrangeiro feita por Sánchez, que foi precisamente no sábado passado, a Paris.
De acordo com o dirigente do En Marche, Christophe Castaner, "há ambições europeias que queremos desenvolver juntos". O francês acrescentou que tem "carta branca" de Macron para "sair dos partidos tradicionais" e, em Espanha, o Ciudadanos "é o parceiro preferido" com quem o seu partido mantém uma relação "fluida e privilegiada".
Macron quer incentivar esta aliança porque "quer aglutinar os progressistas europeus, independentemente da sua origem política", e considera que as próximas eleições europeias vão ser uma "confrontação entre liberais progressistas e populistas", escreve o jornal.
A aliança deverá prejudicar sobretudo os populares e socialistas europeus, que poderão ver substancialmente reduzida a sua representação. Atualmente são, respetivamente, o primeiro e o segundo maior grupo no Parlamento Europeu.
Não se sabem ainda muitos pormenores mas, segundo o "El Mundo", a plataforma será pré-eleitoral e em cada país figurarão nos boletins de voto os nomes do partido em questão.