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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O jogo tem paradas elevadas – de um lado golpistas, do outro, estalinistas; ambos do mais puro e duro. Os que querem, através de um malévolo e inesperado golpe pôr fim a uma obra gloriosa que não se sabe concretamente qual é; e os que pretendem, através do braço no ar condenar aos infernos da Sibéria os que não estiverem com eles. Estão reunidas todas as condições para um grande espetáculo. Só é pena que 99% do público se esteja a marimbar para ele

  • Políticas e tendências que estão a mudar o trabalho

    Economia

    Catia Mateus

    O desemprego está em mínimos históricos e a população empregada a recuperar os níveis de 2009. A emigração recuou e o Governo já se foca em fazer regressar os profissionais que a crise empurrou para o estrangeiro, até para resolver o problema do défice de talento qualificado que se alastra nas empresas. Há mais emprego, mas menos segurança contratual. Nos privados, a maioria das novas contratações são feitas com recurso a contratos não duradouros e o próprio Estado ainda não conseguiu resolver o problema dos precários. A economia das plataformas está a expandir-se e os portugueses estão entre os maiores utilizadores. O trabalho temporário aumentou, chegou aos mais velhos e qualificados, e os novos enquadramentos profissionais estão a forçar alterações ao regime de proteção social dos trabalhadores. A forma como procuramos emprego está a mudar e a automação vai fazer-nos disputar processos de recrutamento com máquinas, num futuro que não está tão distante assim. Na última edição de 2018, o Expresso fez uma radiografia às tendências e políticas que prometem transformar a forma como trabalhamos

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Para ser totalmente honesto digo, em primeiro lugar, que não li o Orçamento do Estado. Tentei algumas partes, mas o sono, qual ditador implacável, impôs-se ao esforço. Falo pelo que li e ouvi neste e noutros meios de Comunicação Social; pelo que Centeno disse e pelo que Costa reafirmou; pelo que disseram Marcelo, Rio, Cristas, Catarina e Jerónimo. Ou seja, sou um influenciado pelos influenciadores. E, perante tal pecado, reconheço que o OE não é tão mau como uns dizem, nem tão bom como outros pretendem

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Vejamos as coisas com alguma distância e calma. No ‘DN’ de hoje há quem se queixe de que alguns senhorios se recusam a alugar casas a famílias ‘não tradicionais’. Independentemente do que pensemos ser uma família tradicional ou não, e não importando o que pensemos do facto em si, registemos o assunto, apontado como discriminatório. Depois olhemos para outro que está a ser muito debatido: o desconto transitório de 50% no IRS para aqueles que emigraram entre 2011 e 2015