Siga-nos

Perfil

Expresso

Lawrence Martin-Bittman (1931-2018)

Lawrence Martin-Bittman, assim por si próprio crismado anos depois de ter sido naturalizado norte-americano sob o nome de Lawrence Martin — começara Ladislav Bittman, nome igual ao do pai, no registo civil da Checoslováquia; quando nascera esse país ainda existia e a União Soviética também — que morreu em sossego no passado dia 18 deste mês após anos de doença cardíaca na sua casa de Rockport, Massachusetts, onde na reforma por razões de saúde de professor de contraespionagem, desinformação, propaganda e actividades clandestinas na Universidade de Boston, se metera a aguarelista, havia sido condenado à morte à revelia por um tribunal de Praga em1968 (sentença revogada em 1994), depois de abandonar abruptamente a sua posição de chefe adjunto de contraespionagem durante carreira brilhante nos serviços secretos, por não tolerar o regime imposto à sua terra pelo Kremlin após tropas russas e de outros membros do Pacto de Varsóvia terem feito da Primavera de Praga inverno comunista tenebroso, fugir em segredo para a Alemanha Federal, lá contactar gente da embaixada americana e com ela negociar as condições do seu acolhimento nos Estados Unidos — que foi visto na altura como vitória importante de Washington (daí a condenação à morte) na guerra implacável travada entre os dois blocos durante a Guerra Fria.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)