Análise

Como o flautista de Hamelin, o comentador Marcelo, põe em causa o futuro de Portugal

1 dezembro 2022 15:18

Marcelo Rebelo de Sousa assistiu ao jogo Portugal-Gana com José Luís Arnaut e figuras do Catar e da FIFA

patrícia de melo moreira/afp/getty images

O colunista do Expresso, que revela ter votado em Marcelo nas duas eleições que venceu, traça um retrato muito crítico das intervenções mais recentes do Presidente: “No que toca ao Catar, não há razões diplomáticas que justifiquem uma ou várias viagens presidenciais agora. A verdade, como todos sabemos, é que o comentador M.R.S. quis 'ir à bola'”.

1 dezembro 2022 15:18

O comentador Marcelo Rebelo de Sousa (M.R.S.) constitui, pelo seu recente comportamento, uma ameaça à credibilidade da instituição da Presidência da República e ao futuro de Portugal. Começo com uma declaração de interesse: votei em Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais de 2016 e de 2021. Nas duas ocasiões, estava convicto de que a sua eleição poderia ser importante para o futuro país. O problema é que, em vez de um Presidente da República, elegemos um comentador com urgência pessoal e compulsão para se pronunciar, instantaneamente, sobre tudo.