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Opinião

Nós e o terrorista Ventura

Duas mulheres morreram, um professor ficou ferido e três crianças, que já tinham ficado sem mãe, vão agora ficar sem o pai, que estará preso enquanto elas crescem. Discutir a política de imigração à luz deste caso é dar razão ao terrorista Ventura

Não havia um só indício que nos levasse a pensar que o assassino do Centro Ismaelita de Lisboa era um terrorista e, no entanto, sabíamos, desde o primeiro minuto, que assim que os políticos entrassem no rodopio noticioso haveria de aparecer o inefável André Ventura atirando sobre todos os afegãos, todos os muçulmanos, todos os refugiados.

Por sabermos que temos um terrorista entre nós, deveríamos guardar especiais cuidados no tratamento noticioso daquele crime e tudo fazer para que o ódio que Ventura gosta de propagar não fizesse caminho. Mas fez. Todo o país ficou a saber que o líder do Chega considera que aconteceu o que aconteceu por Portugal ser “uma balbúrdia” e ter as portas abertas a imigrantes muçulmanos que representam um perigo. Falhámos e o terrorista Ventura venceu.

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