Opinião

Impostorismo

6 janeiro 2023 0:20

Sentirmo-nos impostores talvez não seja uma “síndrome”, mas prova de que somos humanos

6 janeiro 2023 0:20

Talvez seja reconfortante. Mas é bom que se saiba que muitas pessoas que chegam ao topo, ou que têm funções de “alto desempenho”, sofrem da chamada “síndrome de impostor”. Até Albert Einstein — atenção que guardaram o cérebro do homem num museu para ser estudado e admirado — “sofria” de síndrome de impostor. “O exagerado apreço que dão ao meu trabalho deixa-me muito pouco confortável. Sinto-me obrigado a admitir que sou um vigarista involuntário”, disse uma vez. Curioso é que este é um tema que na imprensa/revistas generalistas é pouco debatido. Mas na imprensa financeira, tipo “Financial Times”, é um tópico que é escalpelizado até ao detalhe na zona de Saúde Mental — sim, a imprensa financeira global agora debate a saúde mental dos seus. Apontam-se nomes como Tom Hanks, Serena Williams ou Lady Gaga como exemplos, mas é a turminha dos conselhos de administração — CEO, COO, CFO — que está preocupada, por se sentirem impostores em determinados momentos. É “uma coisa”. Já com os “ataques de pânico”, há que dar o braço a torcer: foram os precursores, quem trouxe o assunto à tona. Lembro-me do meu primeiro “episódio” — depois de ter ido às urgências e estar indignado por “não ter nada, nem um ataque cardíaco”, vai quase para 20 anos — e de o médico dizer para me tranquilizar: “Isto é coisa de administrador de empresa, é coisa fina, não se preocupe.” Ah bom, se é assim…

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.