Opinião

Julgo que eram as sobrinhas

30 dezembro 2022 0:18

Os contos e sketches de “Numa Pensão Alemã” costumam ser descritos como genuínos, cruéis, vibrantes, sarcásticos

30 dezembro 2022 0:18

Termino a viagem-em-livros a 1922 com uma colectânea de Katherine Mansfield, escolha que implica um pequeno desvio: se o mais importante livro de contos da neozelandesa saiu em 1922 (“O Garden-Party”, de que há diferentes traduções portuguesas), queria antes evocar “Numa Pensão Alemã” (1911), livro de estreia que a própria autora considerava “imaturo”, “extravagante” ou “horrendo”. Escolho-o, em primeiro lugar, porque não creio que seja nenhuma dessas coisas, expecto talvez “extravagante”. Em segundo lugar, porque é um daqueles casos onde o muito bom já é visível no menos bom. E, em terceiro, porque foi o primeiro livro que li de Mansfield, com vinte e poucos anos e cheio de entusiasmo e expectativa.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.