Opinião

O pobre e o frade

21 outubro 2022 0:03

Eu aprendi a pobreza na pobreza. O dr. Louçã julga que aprendeu coisas sobre a pobreza nos manuais marxistas. Parecendo que não, há uma diferença

21 outubro 2022 0:03

O dr. Louçã faz-me sempre lembrar os frades dos romances oitocentistas: tem o mesmo moralismo e a mesma espuma de ódio a escorrer em cada sílaba. Tenho tanto respeito por Louçã como tenho por Ventura: nenhum, zero. Falam ambos a linguagem radical que desumaniza o “outro” e a diferença. Não por acaso, o dr. Louçã sente uma necessidade visceral de me insultar por sistema. Há quem me diga assim, “pá, o ódio do frade Louçã é uma medalha que deves ter ao peito”. Sim, está bem, mas eu já não tenho 24 nem 34 anos, vou fazer 44 e estou farto desta esquerda caviar que tem a petulância de me tentar ensinar o que é a pobreza e que me desumaniza há 15 anos só porque eu retrato a pobreza fora dos cânones neorrealistas.