Opinião

Entre o populismo, a contrarrevolução e o extremismo: o Chega nunca poderá representar a direita democrática

8 setembro 2022 10:55

É assustador que, entre os partidos com assento parlamentar, apenas o Chega, populista e demagógico, se assuma como sendo claramente de direita (...) Que alternativas a este cenário? Reforçar um grande partido que cubra um amplo espectro, da esquerda moderada à direita democrática? Ou incentivar a refundação de uma força de direita, com princípios sólidos mas não dogmática ou demagógica e vocacionado para coligações, como em tempos foi o CDS?

8 setembro 2022 10:55

Não sei se deu por isso, amigo leitor mas, atualmente, apenas um dos partidos com assento parlamentar se assume atualmente como sendo de direita. Mais valia que não o fizesse. Se necessário fosse, a recente polémica entre André Ventura e o seu vice presidente, Gabriel Mithá Ribeiro, serviu para demonstrar a triste vacuidade do Chega. Tenho insistido que o partido é apenas populista pois, à parte posições avulsas que podem ser identificadas como extremistas, não resulta, ou dela não faz caso, de uma base teórica sólida mas sim do culto de um presidente intuitivo e bom comunicador. Foi precisamente, creio, o que, ingenuamente, Mithá Ribeiro procurou reverter.