Opinião

O passismo voltou, que a gestão ao centro está ocupada

4 julho 2022 8:11

O guião foi o habitual: a esquerda tem ideologia, a direita soluções para as pessoas. Depois, uma intervenção quase exclusivamente ideológica. Sobre políticas públicas, interessa o que pode ser entregue ao privado. Montenegro é a versão sorridente e simplificada do Passos antes da troika, que já prometia uma guinada do partido à direita

4 julho 2022 8:11

Quem julga ter ouvido alguma clareza em relação a futuros entendimentos com o Chega estará à espera que o PSD-Açores, que passou alguns “muros” para “sobreviver politicamente”, perca em breve a confiança do PSD nacional. Ou então não ouviram o que julgaram que ouviram. O que ouviram foi uma desculpa para regressar ao nunca resolvido ressentimento dos passistas com 2015. Montenegro não queria falar do Chega, mas da “geringonça”. Logo no início da intervenção, não queria dizer ao que vinha, mas de onde vinha. E a incompreensão do que foi a “geringonça” é evidente quando pinta um retrato tremendo sobre a forma como os portugueses olham para os últimos seis anos, esmagadoramente desmentido pelos resultados eleitorais.