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Ao Vivo na Redação

Qual é o preço para Putin achar que já basta e as consequências das linhas vermelhas que traçamos na Ucrânia. A guerra faz um mês

A superioridade militar russa é evidente no terreno, mas a Rússia está longe de ganhar a guerra, até porque as perdas e ganhos não se contabilizam apenas no palco da invasão. Um retrato sobre 30 dias de guerra feito pelo Editor de Internacional do Expresso e pela jornalista enviada à Ucrânia. Para conferir neste Ao Vivo na Redação do Expresso

"Tenho grandes dificuldades em imaginar que relação poderá vir a ter o mundo com Putin, se continuar a ser o Presidente da Rússia". Pedro Cordeiro, o editor de Internacional do Expresso fala do pós-guerra em tempos de conflito cujo desfecho ninguém se atreve ainda a traçar.

O que ninguém nega é que tudo o que está a acontecer tem custo evidentes para a Rússia e cada dia que passa, acrescenta o editor do Expresso, pode levar a um descontentamento maior na Rússia que pode "abrir brechas" entre as elites com consequências, para Vladimir Putin, que ainda não se conseguem medir.

Afinal, qual é o preço para Putin recuar e achar que basta? Ana França, a jornalista e enviada do Expresso à Ucrânia, não tem dúvidas que a questão não passa pelo pedido de adesão à Nato que o presidente da Ucrânia já descartou: "isto não é sobre a NATO, obviamente".

Zelensky já se manifestou disposto a recuar no pedido de acesso à organização, numa resposta pragmática perante acontecimentos que não controla e que afectam uma população sob ataque. Para a enviada do Expresso, Zelensky é um protagonista que assume vários papeis, de uma forma quase "elástica" como maneira de se adptar a uma situação adversa. Ao contrário de Putin, "não é um homem fechado no seu bunker.".

Com o conflito a entrar no segundo mês, ninguém consegue definir o rumo dos acontecimentos nem descartar a hipótese de um endurecimento no terreno. Pedro Cordeiro lembra que a Rússia já utilizou armas não convencionais e outros palcos de guerra pelo que "são coisas demasiado sérias para descartar como bazófia". Para Ana França, o importante é que do lado da NATO as palavras tenham consequências e sejam acompanhadas por ações, caso a Rússia entre por esse caminho: "convém que tracemos linhas vermelhas mas que estejamos preparados para fazer alguma coisa se forem ultrapassadas".

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