Tecnologia e Ciência

Webb viu a infância de uma galáxia há 13,5 mil milhões de anos (e isso pode deixar o Universo mais velho)

21 julho 2022 20:09

A galáxia primitiva GLASS-z13 encontra-se atualmente, devido à expansão do universo, a 33 mil milhões de anos-luz de distância

naidu et al, p. oesch, t. treu, glass-jwst, nasa/csa/esa/stsci

O máximo que o telescópio espacial Hubble conseguiu em 32 anos de atividade foi ver como era uma galáxia há 13,4 mil milhões de anos. Essa era a estrutura mais primitiva conhecida no cosmos, até que o detetive Webb, James Webb, entrou ao serviço e precisou de apenas uma semana para ir 100 milhões de anos mais longe, até ao limite do universo observável ainda bebé, com 2,17% da sua idade atual, quando o Big Bang tinha ocorrido há 300 milhões de anos. Mas será que este fóssil do passado ainda existe no presente? “Quase de certeza”, assegura, ao Expresso, o astrofísico José Afonso, especialista na formação e evolução de galáxias

21 julho 2022 20:09

Olhe bem para a imagem acima. É histórica. Parece-lhe apenas uma mancha vermelha desfocada? Ora tente lá fotografar qualquer coisa que fica a 13,5 mil milhões de anos-luz. Não vai ver rigorosamente nada, não só pela distância, mas, sobretudo, porque a luz emitida está num comprimento de onda, o infravermelho, invisível para os nossos olhos. Eis a GLASS-z13, a galáxia mais distante alguma vez observada, resgatada do universo primordial pela máquina do tempo chamada James Webb, que viajou até 300 milhões de anos após o Big Bang.