Tecnologia e Ciência

Universidade do Porto arrancou com rastreio serológico a todos os estudantes

14 outubro 2020 16:50

rui duarte silva

A Universidade do Porto alargou a todos os estudantes o rastreio serológico que já tinha disponibilizado aos profissionais da casa. Trata-se de um exame voluntário e gratuito, com o objetivo de estudar o grau de exposição da comunidade académica ao novo coronavírus

14 outubro 2020 16:50

Uma pequena picada no dedo e uma gota de sangue são suficientes para atestar a presença de anticorpos para o novo coronavírus. Mais de quatro mil destes testes rápidos já tinham sido disponibilizados pela Universidade do Porto aos trabalhadores, nos meses de junho e julho.

Na segunda fase do programa, o rastreio é agora alargado à comunidade estudantil. Alguns estudantes de cursos ligados a áreas da saúde já puderam ter acesso à análise, mas só mais recentemente a possibilidade foi alargada a todos os alunos.

Os testes são voluntários e gratuitos. Após a picada no dedo e cerca de dez minutos, o estudante saberá se já produziu anticorpos específicos para este vírus (das classes IgM e IgG ), e, no caso de resposta afirmativa, se a infeção é recente ou antiga.

O objetivo do estudo epidemiológico, liderado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), é aferir o grau de exposição da comunidade académica como um todo e a completar os dados já conseguidos anteriormente, revelados ao Expresso em julho, em que se encontrou 3,8% de pessoas com presença de anticorpos e, dessas, apenas 0,9% testaram positivo para a presença dos anticorpos de maior duração (da classe IgG), os que o organismo começa a produzir após a resposta imunitária inicial, feita com anticorpos da classe IgM.