Médio Oriente

Parlamento do Kuwait dissolvido de novo em plena crise política

Parlamento do Kuwait dissolvido de novo em plena crise política
YASSER AL-ZAYYAT

Emir do país que é um dos principais exportadores de petróleo do mundo convoca novas eleições legislativas. No dia 9 de abril, o príncipe herdeiro e primeiro-ministro formou o sétimo governo do Kuwait em três anos, na sequência da renúncia do anterior executivo, no início do ano, apenas três meses depois de ter sido empossado

O emir do Kuwait dissolveu o Parlamento na segunda-feira e convocou novas eleições legislativas no rico estado do Golfo, mergulhado há vários anos numa crise entre os poderes executivo e legislativo.

"De acordo com a Constituição, decidimos dissolver a Assembleia Nacional de 2020, reinstituída pela decisão do Tribunal Constitucional", disse o príncipe herdeiro Mechaal al Ahmad al Jaber al Sabah, que leu um discurso do emir.

Este último, Nawaf al Ahmad al Sabah, de 85 anos, continua à margem da vida política em favor do príncipe herdeiro.

Em março, o Tribunal Constitucional invalidou as eleições legislativas do ano passado, ganhas pela oposição, e forçou a reintegração da anterior legislatura de 2020, num novo episódio da crise política que está a paralisar o país, um dos principais exportadores de petróleo do mundo.

O executivo decidiu "deixar [a decisão] ao povo através de novas eleições no próximo período", acrescentou Al Sabah no discurso, transmitido na televisão estatal.

A 9 de abril, o príncipe herdeiro e primeiro-ministro formou o sétimo governo do Kuwait em três anos, na sequência da renúncia do anterior executivo, no início do ano, apenas três meses depois de ter sido empossado.

A instabilidade política do Kuwait diminuiu o apetite dos investidores e dificultou as reformas neste país, que é rico mas que está a lutar para diversificar a economia como o fizeram os poderosos vizinhos da Arábia Saudita, do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos.

O Kuwait, governado desde a independência, em 1961, pela família real Al Sabah, é a única entre as monarquias árabes do Golfo Pérsico que tem um Parlamento eleito democraticamente, sendo conhecido pelas tensões entre o executivo e o legislativo.

Desde a independência, o país já teve mais de 40 governos devido a confrontos e acusações mútuas de impasse político entre o poder e o Parlamento, dominado pela oposição.

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